Skhit: Na Damaia, TODOS os pretos, cheiram a cebola.
Skhit: De manha, á tarde e á noite
Skhit: É incrível.
Parvo Nº1: Mas hoje os velhotes que aqui vem ao escritório cheiram mesmo a sofá de nabiças.
Parvo Nº1: Daquelas dos infantários ranhosos que eras obrigado a andar quando eras puto.
Parvo Nº1: E por azar no dia de sopa de nabiças sentavas-te ao lado do puto ranhoso ou do puto fanhoso.
Parvo Nº1: E ficavas sempre com umas gotas de sopa de nabiça na roupa.
Skhit: Nunca andei no infantário
Skhit: :\
Parvo Nº1: E acabavas por passar o resto do dia a cheirar.. a sopa de nabiças.
Parvo Nº1: ..acho que ganhei um trauma de infância.
Skhit: Tinha uma ama que me deixava sozinho, num quarto escuro durante algumas horas
Parvo Nº1: ...mas ela dizia que também 'tava lá dentro e passavas horas à procura dela, enquanto ela na verdade 'tava a fumar um cigarro na janela ou a comer o namorado de bigode e casaco de cabedal na tua cama cheia de peluches?
Parvo Nº1: (na minha cabeça 'tá um filme de todo o tamanho)
Parvo Nº1: Um Skhit pequenino com voz de medo num quarto escuro a chamar pela ama, a ama a sair do quarto à socapa, acende um cigarro e vai à janela e vê o Ramirez (o namorado de bigode e casaco de cabedal) e chama-o.. começa uma daquelas musicas dos filmes "românticos" dos anos 80 e ela acaba a cair em câmara lenta em cima de uma cama cheia de peluches e solta um leve... - Aiiii Ramirez.)
(pausa)
Parvo Nº1: Volta novamente ao quarto escuro e 'tá o Skhit pequenino, agachado, agarrado aos joelhos encostado a um canto.. Com uma lágrima a escorrer. "Ela foi-se embora.." (close-up e o Skhit pequenino também tem um bigode como o do Ramirez;
Parvo Nº1: Mensagem subliminar:
Parvo Nº1: O Skhit pequenino sempre a viu como mais do que uma ama, ele queria ser mais do que isso)
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